Alerta de Segurança: Mega-Fuga de Dados Expõe 149 Milhões de Contas em Janeiro de 2026

O ano de 2026 começou com um lembrete brutal sobre a fragilidade da nossa pegada digital. Um banco de dados massivo, contendo 149 milhões de credenciais (nomes de utilizadores e palavras-passe), foi descoberto online sem qualquer proteção de segurança. Esta exposição, revelada pelo investigador de cibersegurança Jeremiah Fowler e reportada por meios como a WIRED e Forbes este sábado, 24 de janeiro, é uma das maiores compilações de dados roubados por malware (infostealers) dos últimos tempos.


A gravidade do incidente reside na diversidade das plataformas afetadas, que incluem desde serviços governamentais até redes sociais e contas bancárias, colocando milhões de cidadãos, inclusive em Portugal, em risco imediato de usurpação de identidade.


1. Anatomia da Fuga: O que foi exposto?

Ao contrário de ataques diretos a uma única empresa, esta base de dados de 96 GB parece ser uma compilação de dados “frescos” recolhidos através de malware instalado em dispositivos pessoais das vítimas. Quando um utilizador faz login num site, o vírus regista as credenciais e envia-as para este repositório central.

Entre as contas mais afetadas, destacam-se:

  • Google/Gmail: Cerca de 48 milhões de contas expostas.
  • Redes Sociais: Milhões de logins do Instagram, Facebook e TikTok.
  • Serviços Microsoft: 1,5 milhões de contas do Outlook.
  • Ecossistema Apple: 900 mil credenciais do iCloud.
  • Outros: Contas do Roblox, Netflix, sites de encontros e, mais preocupante, credenciais de acesso a sistemas governamentais e banca online.

2. O Risco Real: “Credential Stuffing” e Fraude Financeira

Para os cibercriminosos, esta base de dados é uma “mina de ouro”. O perigo não é apenas o acesso ao seu e-mail, mas sim o que chamamos de Credential Stuffing: os atacantes testam a mesma combinação de e-mail e palavra-passe em centenas de outros sites (bancos, e-commerce, portais de saúde).

Se utiliza a mesma palavra-passe em vários serviços, um único roubo de dados pode comprometer toda a sua vida digital e financeira.


3. Fui afetado? Como verificar agora

A transparência é a sua melhor defesa. Para saber se os seus dados fazem parte desta ou de outras fugas recentes, deve utilizar ferramentas de verificação de confiança:

  • Have I Been Pwned: Aceda a https://haveibeenpwned.com/ e introduza o seu endereço de e-mail. Este site, gerido pelo especialista Troy Hunt, é o padrão global para verificar se as suas credenciais foram expostas publicamente.
  • Google Password Checkup: Se utiliza o Chrome ou Android, verifique a secção de “Gestão de Palavras-passe” nas definições da sua conta Google para alertas automáticos de segurança.

4. Checklist de Proteção: Torne-se um Alvo Difícil

Em 2026, a segurança baseada apenas em palavras-passe é considerada obsoleta e perigosa. Siga estes passos para blindar as suas contas:

  1. Ative a Autenticação de 2 Factores (2FA): Esta é a medida de segurança mais importante hoje em dia. Mesmo que um pirata informático tenha a sua palavra-passe, ele não conseguirá entrar sem o código enviado para o seu telemóvel ou gerado por uma app (como o Google Authenticator ou Microsoft Authenticator). Torne o 2FA o seu standard pessoal para todas as contas.
  2. Mude as Palavras-Passe Expostas: Se o Have I Been Pwned der um resultado positivo, mude a palavra-passe desse serviço imediatamente para uma combinação única e complexa.
  3. Use um Gestor de Palavras-Passe: Ferramentas como o Bitwarden, 1Password ou Dashlane permitem criar e guardar palavras-passe diferentes para cada site, para que não tenha de as decorar.
  4. Cuidado com o Phishing: Após estas fugas, é comum haver uma vaga de e-mails falsos (Phishing) que fingem ser do Google ou Instagram a pedir para “confirmar a sua conta”. Nunca clique em links diretos de e-mails suspeitos.


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