CEO da Google aconselha os utilizadores do Android a não fazerem sideload de aplicações

Uma grande diferença entre o iOS e o Android é que este último sistema operativo permite que os utilizadores façam sideload de aplicações nos seus dispositivos, enquanto o iOS não o faz. Basicamente a Apple não quer que o utilizador instale de lojas de fora da sua alçada, ao passo que a Google permite. Bom, permitir permite, mas não quer que o façam, pelo menos é o que vem dizer agora Pichai. Então, a Apple tinha razão?

Para que se perceba o que está em jogo, quando se faz sideload de uma aplicação, está-se a instalar esse software a partir de uma loja de aplicações de terceiros. Conforme foi referido, a Apple não o permite porque não consegue verificar as aplicações que vêm de fora da App Store, aumentando assim a possibilidade de se instalar malware no iPhone. Por isso o iPhone é muito seguro.

Aqueles que se queixam do facto de o iOS ser um “jardim murado, um sistema fechado” devem compreender por que razão a Apple não permite o sideload.

Claro que muitos utilizadores entendem que já têm idade suficiente para decidir se querem correr o risco de instalar código concebido para roubar o login das suas aplicações bancárias e financeiras. No entanto, as três letras que mantêm o Diretor Executivo da Apple, Tim Cook, acordado nestes últimos tempos, DMA (Lei dos Mercados Digitais da UE), pode obrigar a Apple a permitir o tal sideload pelo menos nos 27 países membros da UE.

Apple quer o jogo a seu favor, a Google também!

Considerando que a Apple já se antecipou noutro problema que se estava a formar no horizonte, com o suporte para Rich Communication Services (RCS) no iPhone no próximo ano, existe a possibilidade de a empresa de Cupertino também permitir o sideload já em 2024.

Quanto ao Android, só porque se pode fazer sideload de aplicações no Android, não significa que se deva fazer sideload de aplicações no Android.

De acordo com o News18.com, estas sábias palavras vêm de ninguém menos que Sundar Pichai, o CEO da Alphabet e da Google. Na passada terça-feira, durante o julgamento da Google nos Estados Unidos, Pichai testemunhou e disse (sob juramento, atenção) que diz aos utilizadores do Android para não fazerem sideload de aplicações nos seus telefones.

Pichai disse:

Não queremos permitir que o utilizador comprometa completamente o seu telemóvel. Isso pode instalar malware no telefone. Pode realmente comprometer a sua segurança, de forma muito significativa.

Muito bem, mas esta é, naturalmente, a razão que a Apple invoca para não permitir o sideload no iOS. E por isso convidou alguns utilizadores a usar Android, se não concordassem com as regras da empresa.

A Apple (e Pichai) está correta na sua abordagem?

Alguns utilizadores poderão dizer que a diferença é que a Google trata os utilizadores do Android como adultos capazes de tomar as suas próprias decisões. Mas não estão corretos na sua avaliação!

Os utilizadores que não estão familiarizados com o conceito de sideload ou que não compreendem o que o malware pode fazer à sua conta bancária, podem ficar satisfeitos por saber que a Apple impede que os utilizadores do iPhone façam uma escolha involuntariamente perigosa. Esta era a principal preocupação do falecido Steve Jobs relativamente à App Store desde o primeiro dia.

E claramente que Pichai sabe que a Apple está correta, tendo em conta que são muitos mais aqueles que não sabem identificar os perigos do que uma minoria que é capaz de perceber o que é um esquema de malware ou uma app fidedigna.

Tendo em conta que, hoje em dia, as aplicações podem passar uma verificação e serem carregadas com malware através de uma atualização, a melhor opção é evitar instalar aplicações de programadores que não conhece.

O que é o sideload?

“Sideload” é um termo que geralmente se refere à instalação de aplicações ou software num dispositivo, como um smartphone, tablet, ou outro dispositivo eletrónico, de uma fonte externa, em vez de usar a loja oficial de aplicações do dispositivo.

Quando o utilizador faz o sideload de uma aplicação, significa que está a instalar a app manualmente, muitas vezes recorrendo a um ficheio de instalação (APK no caso do Android, por exemplo) que não foi descarregado da loja de aplicações nativa. Isso pode ser feito por várias razões, como testar versões beta de aplicações, instalar apps que não estão disponíveis na loja oficial do dispositivo, ou contornar restrições impostas pelas lojas de aplicações.

É importante notar que fazer o sideload de aplicações pode envolver riscos, pois essas apps instaladas dessa forma podem não ser verificadas quanto à segurança da mesma forma que as aplicações da loja oficial. Portanto, é aconselhável ter cuidado ao realizar o sideload e garantir que as aplicações provenham de fontes confiáveis.

Fonte: pplware.sapo.pt

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